Portugal: Tour e mais tours…

BlocoDaBarra 07/23/2012 Comentários desativados em Portugal: Tour e mais tours…

Numa altura em que só se fala da legalização do jogo e agora mais recentemente se tenta achar o causador(es) da morte do maior fórum português de poker, ninguém ainda parou para pensar numa forma de salvar o poker ao vivo.

Salvar pode levar a pensar que este poderá acabar, algo um bocado non-sense quando a oferta é cada vez maior. Longe vão os tempos em que um torneios Solverde era um acontecimento “do caraças”, hoje em dia temos tantos torneios que um torneio é apenas e só isso mesmo, um torneio.

Ainda antes do “divórcio” HaveFun/Solverde/Pokerstars apareceu o “tour” da Figueira e mais recentemente Tróia entrou no mapa do poker nacional. À parte, está o Casino do Estoril que agora alargou a oferta com torneios também no Casino Lisboa.

Quando falo no Grupo Estoril Sol digo que está à parte porque quem parasse por dois segundos para pensar via que quando os torneios começassem a acontecer com regularidade e relativa qualidade o Estoril ia trabalhar muito bem.

O facto do Grupo Solverde não ter nenhuma casino na zona da capital fez com que os jogadores da área frequentassem os torneios em Espinho, Vilamoura, Chaves…mas era natural que isso seria chão que daria poucas uvas.

A comodidade de poder jogar com excelentes condições e perto de casa é naturalmente factor de peso na escolha do torneio a jogar. Se em tempos o “Estoril” tinha de se ajustar à restante oferta, hoje em dia isso já não acontece.

O bom trabalho desenvolvido pelo Renato Morais e pelo agora já reformado “Sôr Zé Manel” demorou o tempo que tinha de demorar, e hoje em dia é referência.

Não vou aqui entrar no campo da suposição no que diz respeito aos números, sei que de um lado estará gente a dizer que os números se devem aos inúmeros satélites realizados ao vivo, e do outro alguém poderá dizer que os outros torneios têm satélites online.

Pode-se dizer muita coisa, mas a verdade é só uma e consiste na palavra diálogo.

Como jogador, pouco assíduo por sinal, gosto de ir a torneios onde existam jogadores, só assim o prize pool justificará a deslocação.

Como as coisas estão, temos torneios no Estoril/Lisboa com perto de 200 jogadores e torneios no resto do país a rondar os 100 jogadores (excepto Espinho), ou menos se o buy-in for mais elevado.

Numa altura em que a economia do país está como todos sabem, até quando teremos tours de meias-casas? O que ganha o poker com esses mesmos tours?

Para quando uma mesa redonda composta por representantes do Grupo Amorim, Solverde e Stanley Ho?

ps.sei que muito mais podia dizer sobre o tema, no entanto o intuito é mesmo abrir o debate.

foto: Nuno Sequeira

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