Um outro olhar sobre as WSOP

BlocoDaBarra 07/16/2012 Comentários desativados em Um outro olhar sobre as WSOP

Agora que o Main Event das World Series Of Poker 2012 acabou para os lusos e que estamos quase a saber quem são os 9 finalistas que voltarão ao pano verde em outubro, chega a hora de analisar de uma forma diferente o fenómeno WSOP.

Todos aqueles que jogam poker querem ter uma bracelete dourada das WSOP, existem também as WSOPE, mas a vitória por terras do tio Sam terá sempre outro sabor para todos os jogadores. Assim sendo, nem o Black Friday fez com que os números de 2012 descessem.

Estima-se que em conjunto, a PokerStars e a Full Tilt Poker injectassem, indirectamente, de 3 a 5 milhões de dólares nas WSOP.

Falamos de um número que rondaria os 500 jogadores a jogar o Main Event. O fecho de mercado norte-americano para todas (ou quase) todas as salas, fez com que a o Main Event perde-se jogadores vindos dos satélites online mas não deverá ter mexido muito com os jogadores que se deslocam a Vegas para jogar torneios de $1.000 e $1.500.

As salas de menor poderio oferecem por norma esses pacotes e a única alteração terá sido a exclusão do field norte-americano.

Nesses mesmos eventos o que se viu neste ano foi a determinação com que os profissionais mais conhecidos e reconhecidos deste desporto encararam estas WSOP. Não digo que os mesmos tenham sido descurados anteriormente mas faltando dinheiro de patrocínios e o natural income do poker online, este foi na minha opinião o dead money que todos queriam levar para casa este ano.

Falo em dead money porque todos aqueles que querem sentir o que é jogar nas WSOP jogam estes torneios, nos dois anos em que tive o prazer de trabalhar nas WSOP era nestes torneios que via o maior número de camisas com motivos que nos remetiam ao Hawai e a férias.

Os turistas, jogadores ocasionais, vêm de todos os pontos dos Estado Unidos e até mesmo do estrangeiro e enchem as salas do centro de convenções do Rio Hotel & Casino para jogar e socializar. O chavão de que o poker nos Estados Unidos é jogado como é jogada a sueca em Portugal é verdadeiro todos os dias e é isso que faz com que estes torneios sejam um sucesso.

Nomes como Brent Hanks, Ylon Schwartz, Matt Mattros, Andy Bloch e Dominik Nitsche saíram com uma bracelete no pulso destas WSOP, e todos em torneios ditos baratos, <$1.500.

Se estendesse ao top 20 de cada torneio os nomes conhecidos seriam mais que muitos, dos dias finais destes eventos foi um verdadeiro corrupio de estrelas.

Todos estes pontos que foquei só servem para alicerçar aquilo que penso dos jogadores de poker e do futuro do poker, nos Estados Unidos e consequentemente no mundo.

Os jogadores são pessoas inteligentes e que se voltaram para outro tipo de “jogos” com o fim do online, e ao nível dos EUA, demore o que demorar o poker online tem de voltar à terra do tio Sam. Já os cowboys o jogavam…

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